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domingo, 1 de agosto de 2010

Folclore brasileiro: Trava-língua

  • Trava Lingua:
Antigamente havia um brincadeira muito divertida que era o Trava Línguas, hoje em dia alguns educadores se utilizam desta técnica para estimular a dicção correta nas crianças. É divertido, toda criança gosta e gera diversão e boas risadas para todos que estão a participar inclusive os adultos. Pode ser realizada em qualquer lugar, não requer nenhum objecto apenas a voz e a disponibilidade do adulto  em brincar com a criança.
Trava Línguas são conjuntos de palavras formando frases extensas, trata-se de  um jogo verbal, já que as frases devem ser faladas rapidamente e corretamente. Como isso é muito difícil já que as palavras são fonéticamente parecidas, e de difícil articulação em virtude da existência de sons que exijam movimentos seguidos da língua que não são usualmente utilizados;  gera muita diversão e estimula a percepção auditiva da criança. O que faz as crianças repeti-los é o desafio de reproduzi-los sem errar.

Vejamos abaixo alguns exemplos de Trava Línguas dificeis:

* Num ninho de mafagafos,
seis mafagafinhos há.
Quem os desmafagafizar
bom desmafagafizador será.
* O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu ao tempo
que o tempo não tem tempo,
nem tempo o tempo tem.
* E era o sapo dentro do saco
E o saco com o sapo dentro
E o sapo fazendo papo
E o papo fazendo vento.
* O rato roeu
A roupa do rei de Roma
O rato a roer roía
E a Rosa Rita
Do rato a roer se ria
* Se o papa papasse pão.
Se o papa papasse papa.
Se o papa papasse tudo,
Seria um papa papão.
* Sabendo o que sei e sabendo
O que sabes e o que não sabes
E o que não sabemos, ambos saberemos
Se somos sábios, sabidos
Ou simplesmente saberemos
Se somos sabedores.
* Não confunda ornitorrinco
Com otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco é ornitorrinco,
Ornitologista, é ornitologista,
E otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

Vejamos abaixo alguns exemplos de Trava Línguas fáceis:

- Percebeste ou fingiste que percebeste para que os outros percebessem que tivesses percebido, percebeste?
- Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia.
- Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata doce?
- Embaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto pia!
- Bagre branco ; branco bagre.
- O peito do pé do Pedro é preto.
- A chave do chefe Chaves está no chaveiro.
- Três tristes tigres trigo comiam.
- Sabia que o pai do sabiá sabia que sabiá sabia assobiar?
- A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
Fonte: Wikipédia

sábado, 31 de julho de 2010

Folclore brasileiro: Parlendas

O que são Parlendas?As parlendas são brincadeiras  antigas e fazem parte do folclore brasileiro, geralmente são pequenos versinhos com palavras que rimam entre si e que proporcionam às crianças divertimento e aprendizagem. Nem sempre os versinhos têm algum nexo, mas o que vale é o carácter lúdico.  Atualmente as Parlendas têm sido muito utilizadas pelos educadores de infância em sala de aula, é uma brincadeira que toda criança gosta e se interessa, já que estimula a imaginação de cada um. As parlendas podem ser utilizadas para memorização de números, dias da semana, meses, nomes de cidades e outros temas diversos;  o professor pode criar a sua própria parlenda que mais e adéqüe ao momento educacional da criança.

Abaixo alguns exemplos de parlendas:

* Serra, serra, serrador!
Serra o papo do vovô!
Quantas tábuas já serrou?
Serrei um, serrei dois, serrei três….
*Um elefante incomoda muita gente…
Dois elefantes… incomodam,incomodam  muito mais…
Três elefantes… incomodam, incomodam, incomodam muita gente…
Quatro elefantes… incomodam, incomodam, incomodam,incomodam muito mais…
* Corre cotia
Na casa da Tia
Corre cipó
Na casa da avó
Lencinho na mão
Caiu no chão
Moça bonita do meu coração
Um, dois, três.
* Um, dois feijão com arroz
Três, quatro feijão no prato
Cinco, seis arroz inglês
Sete, oito comer biscoito
Nove, dez comer pastéis
* A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho
Bota um, bota dois
Bota três, bota quatro
Bota cinco, bota seis
Bota sete, bota oito
Bota nove, bota dez
* Cadê o toucinho daqui?
O gato comeu. Cadê o gato?
O gato fugiu pro mato. Cadê o mato?
O fogo queimou. Cadê o fogo?
A água apagou. Cadê a água?
O boi bebeu. Cadê o boi?
Está moendo trigo. Cadê o trigo?
O padre comeu. Cadê o padre?
Está rezando missa. Cadê a missa?
A missa acabou.

Fonte: BigMãe

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Folclore brasileiro: Crenças e Supertições

  • Crenças e Supertições

Crendices gerais
  • Comer frutas com grãos no Ano Novo (uva, romã, etc) para ter sorte e fortuna durante o ano todo que está começando
  • Ferradura atrás da porta afasta o mau olhado
  • Sal no fogo afasta visitas
  • Varrer os rastros de uma pessoa afasta-a para sempre
  • Derramar açúcar traz sorte
  • Quando o grilo canta dentro de casa é sinal que se receberá dinheiro
Crendices e superstições ligadas a namoro, noivado e casamento
  • A jovem que pega o buquê da noiva será a próxima a casar
  • Varrer os pés de moça solteira, não casa naquela ano
  • Moça que abre sombrinha dentro de casa fica "para titia"
  • Quando a fumaça do cigarro forma um círculo é por que a pessoa amada está pensando na outra
Ligadas à gravidez, ao nascimento ou recém-nascido
  • Não deve pular cerca, senão a criança nascerá aleijada
  • Quando a grávida tem desejo e não é atendida, a criança nasce de boca aberta ou fica "babão", e quem não atende fica com terçol
  • Criança que ri dormindo está sonhando com os anjinhos
  • Para passar soluço do nenê, deve-se colocar na testa do mesmo um fiapo de lã, de preferência vermelho; colar com a saliva da mãe
Superstições gerais
  • Xícara virada com a boca para baixo atrasa a vida
  • Chinelo ou sapato virado provoca a morte da mãe
  • Enrolar as meias enrola a vida
  • Espelho quebrado dá sete anos seguidos de azar
  • Varrer a casa à noite atrai desgraças
  • Apontar para as estrelas faz nascer verrugas nos dedos da mão
A Lua
A grande maioria de nossas crendices herdamos de Portugal, onde o povo - apesar de religioso - acredita em muitas coisas que a lógica ou a racionalidade não explicam. No meio rural é crença generalizada que a lua tem influência direta em toda a atividade humana, especialmente na lavoura, na pecuária, no clima, nas chuvas e até mesmo na vida do homem. Para quem lida com plantações, as fases da lua devem ser cuidadosamente observadas. Exemplos:
Legumes de cabeça (repolho, alface e outros) devem ser transplantados na minguante e as folhosas (couve, radiche, espinafre, etc) na nova.
Quem cria aves deve cuidar para que o nascimento dos pingos não ocorra na minguante. Se forem colocados no "choco" na minguante, os ovos "goram" e perde-se a ninhada. A influência da lua e das tempestades é neutralizada por um prego enferrujado ou pedaços de carvão colocados no ninho.
Para o cabelo crescer rapidamente deve ser cortado na nova, crêem alguns, outros acreditam que na nascente. É consenso que quem tem muito cabelo e não quer que cresça logo, deve corta na minguante.
Não se deve deixar as fraldas do recém-nascido no varal à luz do luar, pois este terá cólicas. Se isto acontecer, a mãe com o filho nos braços o mostra para a lua e reza esta oração "Lua, luar, me deste este filho e me ajuda a criar". 


Fonte: Página do Gaúcho.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Folclore brasileiro: Crenças e supertições

  • Crenças e Supertições:
Reproduzo abaixo texto explicativo de Paula Simon Ribeiro, em seu livro "Folclore: similaridades nos países do Mercosul - Martins Livreiro".

"As origens das crendices e superstições são tão antigas quanto a própria humanidade. No Brasil, chegaram com os portugueses, mesclaram-se às crenças dos indígneas e posteriormente a dos africanos escravos. E com o decorrer do tempo foram incorporadas à cultura brasileira juntamente com as crenças de outros imigrantes que aqui aportaram.
O homem ancestral, não encontrando explicação para alguns fenômenos da natureza ou origem das coisas, buscava em sua imaginação alguma explicação mágica. O medo e a dúvida foram os grandes geradores de crendices, e as tentativas de neutralizar estes medos e presságios geraram uma série incalculável de crenças que o povo possui.
Para o folclore, crendice é toda aquela crença em coisas que a lógica não explica, e a superstição é essa mesma crença quando envolve o medo de conseqüências. Por exemplo: Virar a vassoura atrás da porta para a visita ir embora é uma crendice; acreditar que o gato preto dá azar é superstição, pois envolve o medo do azar. De forma simplificada pode-se dizer que sempre se diz 'não presta' é superstição, quando apenas se acredita, sem medo, é crendice".

Fonte: Página do Gaúcho